Fui à Web Summit para aprender e aprendi.
Fui para me atualizar e atualizei-me.
Fui para observar e observei.
Mas a verdade é esta:
conectar, o verdadeiro conectar, conhecer e interagir com pessoas não aconteceu lá dentro.
Aconteceu no Uber partilhado que me obriguei a usar todos os dias.
Eu, duas ou três pessoas desconhecidas, dez a quinze minutos de viagem e uma cidade que nos recebia com trânsito. Muito trânsito.
E nesses minutos, descobri histórias de vida, projetos, ideias, dúvidas, expectativas, medos e ambições.
Ligações mais humanas do que muitas conversas em stands atulhados.
Mais verdadeiras do que muitos pitches ensaiados.
Percebi que o futuro do digital não está nos palcos.
Está na forma como continuamos a encontrar pessoas, as certas, nos lugares inesperados.
Eu não precisava de mais uma app para isto.
Precisava de estar ali.
Presente e atento.
Mas principalmente disponível.