Escrevo para compreender o que penso.
Li algures que ‘as ideias só se tornam reais quando as passamos a palavras’. O Tudo de bom nasceu dessa vontade de criar um espaço onde pensar e escrever caminham juntos.
Este espaço é um mapa do meu próprio processo mental. Cada texto é um fragmento de atenção.
A estrutura que escolhi, inspirada no método Zettelkasten, sustenta essa rede de ideias.
Não pretende ser organizada. Antes mostra como tudo se liga e relaciona.
No Tudo de bom tenho quatro formas de escrever.
- As notas são pequenas definições e conceitos. Numa nota tento colocar apenas uma ideia.
- Os artigos são crónicas da vida. Pequenos fragmentos pessoais que me ajudam a explorar a escrita criativa. Chamemos-lhe blog.
- As fontes são onde me sinto inspirado. Sejam livros, autores, conversas, filmes ou pessoas.
- Os ensaios unem notas e ideias. São reflexões mais profundas sobre os temas que me interessam.
A estrutura é orgânica. Uma nota pode virar artigo. Um artigo pode gerar ensaio. O ensaio pode voltar à simplicidade de uma nota. Escrever é circular. É voltar ao início com outro olhar.
O nome Tudo de bom tem história. É como termino todos os meus emails há anos. Simples, verdadeiro e rotineiro. É o que também quero para este espaço.
Escrever aqui é uma prática de presença. Cada texto é atenção. Cada ideia é um exercício de cuidado com o tempo. O que procuro não é conclusão, mas processo.
Se quiseres, acompanhas o caminho: o pensamento em construção, o rascunho que se torna reflexão, a ideia que se liga a outra e encontra sentido.
Talvez o Tudo de bom seja isso: um ensaio contínuo sobre viver e pensar, um espaço onde posso cultivar ideias, palavras e opiniões.
Tudo de bom.
Nota: se estiveres interessado, decidi explicar como montei este espaço.