Não, não precisas

Volta e meia aparece-me o SI.

O Síndrome de Impostor que persiste em me acompanhar.

Hoje em dia, já o trato por tu, e damo-nos bem melhor, mas confesso que durante muito tempo achava a sua companhia incomodativa e até inoportuna.

Desde cedo me preparei para a carreira que não tive.

Aos 12 anos de idade sabia que queria ser programador.

Hoje em dia, não causa estranheza, mas em 1984… era um bicho raro.

Tirei o curso de Informática no ISEP e fui programador por 5 anos.

Bastou-me.

O meu último projeto de programador, fui de desenvolvimento de uma plataforma de gestão de vendas de OTC (prescrição de medicamentos que dispensam receita médica) para a farmacêutica Roche.

Numa era pré-internet, os comerciais da Roche ligavam o portátil à linha telefónica via modem e despejavam as encomendas para um fax que estava no armazém e atualizavam o software da Central de compras.

Those were the days.

Estive 20 anos ligado à Informática na área da Saúde, como consultor, formador, e implementador de soluções de IT.

Fui auto-didata, e soube escutar e aprender com os profissionais que me rodeavam.

De tanto andar nos hospitais, a determinada altura, sentia-me capaz de desempenhar o trabalho de técnico de laboratório de MCDT em particular de Microbiologia, a área que sempre me apaixonou nos laboratórios de análises clínicas.

Depois veio a crise dos 42 anos, e fruto de uma data de circunstâncias mudei radicalmente de ramo.

Abracei o Marketing, a criação de websites WordPress e a área de comunicação.

Não tenho curso ‘oficial’ de Marketing, mas tenho queimado as pestanas a ler tanto quanto posso, e a aprender com aqueles que mais admiro e sabem mais que eu.

Não precisa de ser guru, basta ter algo para me ensinar.

Tenho feito a nível profissional nos últimos 20 anos, tarefas para o qual não me prepararam no ensino oficial.

Tenho vontade de aprender, e humildade suficiente para escutar quem fala.

Acho que o Síndrome de Impostor me fez ser assim.

Mas, ao longo destes anos, foram muitas, as vezes que me pediram para falar.

Para ensinar, partilhar conhecimentos e experiências.

  • Não sou professor.
  • Não sou ‘speaker’.
  • Não sou ‘coach’.

Não sou, porque não sou o especialista profissional que se preparou para ser excelente na arte de ensinar, falar ou motivar.

Eu tento ensinar, falar e motivar-te a aprenderes pelo puro gosto de o fazer (e também monetário…quando pagam) sobre aquilo em que realmente sou bom: a matéria que ensino.

E tu? Achas que precisas de ser professor, speaker ou coach para ensinares a quem quer aprender contigo?

Não, não precisas.

Tudo de bom,