Ter rotinas é bom, dizem eles.
Hoje tive um dia sem pausas depois de um fantástico São João.
De manhã acordei bem cedo e fui até à praia.
No meio do nevoeiro e da morrinha, organizei mentalmente como seria o meu dia.
Dei a habitual caminhada por entre as centenas de gaivotas na areia molhada da praia de Matosinhos.
Aproveitei para pôr a leitura em dia e pelas 7 horas estava à porta da padaria, para o meu terceiro café acompanhado de um pão quente com manteiga.
Subi para casa e deixei as coisas prontas para o pequeno-almoço da minha filha.
Hoje tinha de estar cedo no Porto para dar uma formação a um grupo internacional de professores.
Saí com tempo para fazer a viagem de mota sem sobressaltos.
Cheguei antes da hora e fui verificar que a sala estava preparada para nos receber.
A formação acabou perto das 13h30, e entre conversa com os alunos e vir para o escritório apenas almocei pelas 16h.
Comecei o dia com as minhas rotinas, mas rapidamente começaram a falhar:
- não treinei
- não escrevi o texto diário do LinkedIn
- almocei fora de horas
- atrasei as respostas de alguns emails.
Depois o fim de dia chega, e os afazeres de pai surgem.
Não tive tempo para mim até agora.
São 22h05 e está na hora de preparar para deitar.
Já respondi aos emails, mas o dia está quase a acabar e de forma imperfeita.
O que fazer para compensar o treino falhado e o texto do LinkedIn?
Conheço-me e sei que terei dificuldade em adormecer assim.
Por isso, decidi ligar o computador e escrever este texto, sobre a maldição de ter rotinas que provocam insónias quando as falho, e como fico melhor quando as cumpro.
E sim, estou melhor agora que sei que o texto está a ficar pronto.
E assim que o publique, vou pegar nos calções e nas sapatilhas e dar uma corrida rápida de 2km.
Tenho a certeza de adormecer melhor desta forma, seja pelo cansaço ou pela sensação de dever cumprido.
Tudo de bom,