Anunciam uma manhã quente.
Ao andar na rua, sinto um aroma envolvente de café acabado de moer.
Olho para a loja uns metros à minha frente e vejo o The Coffee.
The Coffee?
Não sei se conheces esta marca.
Mesmo que sejas um verdadeiro apreciador de café, pode ser que não a conheças.
A que de certeza conhecerás é a Starbucks.
Provavelmente o maior franchise global de café.
No entanto, no corre corre de cada Starbucks, a automatização humana, faz com que cada café seja apenas mais um a sair da linha de produção.
No The Coffee não. Cada café, tem a atenção necessária desde a moagem, passando pela extração, para terminar na entrega cuidada ao cliente.
Pegaram na formula ocidental e adaptaram-na à filosofia minimalista japonesa. Cuidam meticulosamente de cada detalhe.
O The Coffee oferece uma variedade de métodos de preparação de café, incluindo métodos artesanais como Chemex, AeroPress e V60, que realçam as características únicas de cada grão.
Em contraste, a Starbucks utiliza principalmente máquinas de espresso automatizadas, resultando numa experiência de sabor mais padronizada.
No Starbucks, tentam mostrar que te conhecem escrevendo o teu nome no copo.
No The Coffee, tratam-te pelo nome.
A Starbucks fez tudo bem. Não excelente, mas bem.
Algumas coisas muito bem, como estabelecerem-se como um padrão na percepção do que é a experiência urbana de apreciar bom café.
E no final de contas, todos os que lerem este texto conhecerão uma dessas duas marcas. A outra, nem por isso.
Se me pedissem para escolher um café para tomar enquanto escrevo este texto escolheria um americano no The Coffee, sem dúvida, mas sei que a maioria das pessoas pediria um Starbucks mesmo sendo mais caro.
Presta atenção, da próxima vez que te disserem que és caro. Porque talvez, o menos importante no teu preço… seja o preço.
É que há sempre alguém pior que tu que é mais caro. Cabe a ti decidir se queres ser Starbucks ou The Coffee.
Tudo de bom,