Compras um livro.
Lês o livro.
O que fazes depois? Colocas na estante?
No tempo dos CD’s, ou dos discos, compravas um disco.
Ouvias vezes sem conta.
E que fazias depois? Ficava na prateleira?
Imagino que não.
Se o livro for bom, provavelmente emprestas a alguém que possa gostar.
Se o livro for caro, provavelmente fazes uma ‘vaquinha’ com alguns amigos e depois distribuis cópias do livro.
E antes dos serviços de streaming de música, de certeza que copiavas os teus discos para cassetes, e depois fazias cópias dos CD.
E hoje em dia, quantos serviços online é que usas e que partilhas com a tua família e amigos?
Nós somos assim… e ainda bem.
Antes de mais temos de entender, que por muito que queiram controlar ou bloquear a cópia e distribuição de conteúdos, é uma tarefa hercúlea.
Por isso faço-te a mesma pergunta que fiz ontem à Sónia: “Já pensaste que piratearem os teus conteúdos pode ser uma coisa boa?”
A Sónia está a lançar a sua marca pessoal e tem alguns cursos e ebooks publicados. Dizia-me que tem medo de os disponibilizar no site porque poderão ‘piratear’.
- Provavelmente também tu tenhas conteúdos publicados.
- Provavelmente também tu tenhas medo que os copiem e distribuam sem o teu consentimento.
- E provavelmente também tu ainda não pensaste que isso pode ser uma coisa boa.
Eu não gasto as minhas forças em tarefas hercúleas, e por isso não tento combater batalhas que sei que não conseguirei vencer.
Mas posso adaptar-me e tirar proveito da situação.
Vamos supôr que tenho um conteúdo que criei. Um curso online, por exemplo.
- Preparo o curso.
- Estruturo o curso.
- Gravo o curso.
- Promovo o curso.
- Vendo o curso.
Vamos falar de valores. Por quanto vais vender o curso?
Não vendas por aquilo que te custou, nem a ter apenas em conta a rentabilização direta do curso.
Percepciona como os alunos olharão para o curso e que impulso terão ao ver a promoção do curso.
Primeira opção: vende caro!
Se o promoveres bem e as pessoas quiserem o curso, provavelmente farão uma vaquinha para partilharem o curso. Na realidade, estás a fomentar que as pessoas o partilhem/copiem.
E isso é bom? Acho que sim.
Tu recebes o valor da tua venda e em vez de seres visto por 1 pessoa, serás visto por várias.
Terás maior alcance e depois convém teres gatilhos no curso para rentabilizar as visualizações. Por exemplo, a oportunidade de venda de outro produto, ou marcação de sessão presencial contigo.
Seja como for, a compra feita por 1 pessoa, pode render, por exemplo, 6 vendas pós-visualização do curso.
O uníco inconveniente será que não controlas quem visualizou o curso, apenas quem o comprou.
Segunda opção: vende barato.
Tão barato, que nem sequer justifique copiar. Neste caso, não fomentas a partilha, basicamente as pessoas reconhecerão que por esse preço, nem vale a pena ter o trabalho de contornarem o sistema.
A grande vanatgem é que desta forma conhecerás todos os teus clientes. Não incentivaste a cópia e partilha dos conteúdos e poderás ter uma maior base de dados para dar seguimento à tua estratégia de marketing.
Terceira opção: Não vendas. Oferece.
Eu gosto desta aproximação. Disponibiliza gratuitamente todos os teus conteúdos que fazem de ti um especialista da tua área. Nesses conteúdos deixa sempre alguma coisa de fora.
Tens um curso de 15 horas? Oferece as primeiras 3 horas. Mostra os testemunhos no final. Que te paguem bem pelo resto. Mostra os testemunhos dos alunos do teu curso. Cria vontade de estar no teu curso.
Oferece o que te promove e cobra onde fazes a tua magia.
Todas estas opções vão permitir criar uma comunidade à tua volta. Quanto maior o alcance, maior a comunidade.
Junta essa comunidade e cria sessões de perguntas e respostas ao vivo, grupos exclusivos para membros, etc.
Aumenta o valor percebido do conteúdo e fomenta um ambiente de apoio mútuo entre o ti (criador) e os consumidores dos teus conteúdos.
Numa outra vida, gravei uma série de 100 vídeos em 100 dias sobre o RGPD.
Esses vídeos eram lives que estavam disponíveis aqui no LinkedIn e no YouTube de forma gratuíta.
Na altura, vieram contar-me que algumas empresas de formação estavam a vender cursos com alguns dos meus vídeos.
Não me preocupei.
Toda essa atenção fez com que na altura fosse ‘o gajo dos vídeos do RGPD’.
Era promoção.
Em dois anos, mais de 1500 pessoas fizeram formação paga comigo sobre o RGPD. 💰💰💰
Ainda hoje faço ocasionalmente formação sobre o RGPD.🤩
A Sónia ficou convencida.
E tu? Que vais fazer com os conteúdos que crias?
Responde nos comentários 😉
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