Dá uma oportunidade a este texto. Quero que leias o seguinte parágrafo e continues a ler. Prometo que vai valer a pena.
Lembras-te de uma coisa chamada de RGPD? E nesse regulamento, lembras-te do Princípio de minimização de dados?
Artigo 5. 1 c) “Os dados pessoais são: adequados, pertinentes e limitados ao que é necessário relativamente às finalidades para as quais são tratados («minimização dos dados»);”
Pronto, foi rápido. Não voltaremos ao Regulamento Geral da Proteção de Dados tão cedo, prometo.
E então, porque fui buscar esta definição para o texto de hoje?
Muito simples, porque ontem a falar com um cliente tive de voltar a contar algo que não devia ser novidade, mas foi.
Se foi para ele…talvez seja para ti também.
A cliente chama-se Teresa e vende serviços de Copywriting.
Tem um site onde (para além da apresentação dos serviços) escreve artigos no blog. Agora escreve menos 😔.
No entanto, quer continuar a escrever 🥳 e chegamos à conclusão que deveria criar uma newsletter 💌.
Depois de discutirmos como seria a newsletter, qual o formato, o tom de voz, a chamada para a ação, como esta ferramenta integraria com a atual estratégia de marketing, chegou a altura de implementar e testar numa cópia do site.
Ao ver o teste, a Teresa ficou preocupada por o formulário de inscrição na newsletter pedir apenas o email.
“E então o Primeiro e Último nome, o Telefone, e todos os outros campos que ‘normalmente’ se pedem?”
Se calhar esta pergunta faz-te sentido…mas acho que o que te vou dizer não devia ser novidade.
Para teres uma newsletter BASTA teres um email.
Deixa explicar com um exemplo. Supõe que viste o site da Teresa e até gostarias de te inscrever na newsletter.
Preenches o email, dás o consentimento, e clicas no botão para confirmar a tua inscrição.
Depois passarás pelo processo automático de receberes alguns emails de boas vindas, entre os quais haverá um que te explica o que irá acontecer:
- A Teresa explica qual a frequência de emails que te enviará
- A Teresa explica que tipo de assuntos partilhará contigo
mas há mais:
- A Teresa explica que benefícios terás com a newsletter
mas não parará aqui:
- A Teresa irá explicar como ela beneficiará da newsletter
“Como??? E então vamos explicar como queremos rentabilizar a newsletter com o subscritor?”
Claro que sim!!!
E a Teresa vai fazer da seguinte forma:
- As primeiras edições da newsletter serão para dar valor, muito valor, sem nunca pedir nada em troca
- Ao fim de algumas edições da newsletter, a Teresa irá apresentar-se mais em detalhe, contar uma história, algo que não esteja publicado no seu site na Página ‘Sobre mim’ e dizer que gostaria de vender o seu serviço ‘a ti, meu subscritor’, mas apenas…. quando o subscritor CONFIAR na Teresa para também ele se apresentar de volta.
- Nessa edição da newsletter haverá pela primeira vez um botão de chamada para a ação que permite o subscritor editar as suas preferências e partilhar os seus dados, por exemplo ‘Nome’ entre outros.
- Enquanto o subscritor não editar e preencher o nome, a única Chamada para ação das várias edições da newsletter da Teresa, será o de editar as preferências. A Teresa não tentará vender nada enquanto o subscritor não CONFIAR o seu nome à Teresa.
- Quando o subscritor editar as preferências, para além de um email personalizado a agradecer a CONFIANÇA, todas as edições da newsletter serão personalizadas com o nome (e outros dados), e apenas a partir desse momento, a newsletter terá o tão famigerado botão de Chamada para a ação para agendar uma reunião, onde a Teresa poderá fazer a sua magia e vender os seus serviços.
Desta forma, a Teresa consegue envolver muito mais o teu subscritor e prepará-lo para a venda de uma forma mais eficaz.
E já agora, também cumpre com o RGPD, porque só pede a informação necessária à medida que a pensa utilizar.
O que te contei não devia ser novidade, mas espero que o uses. Pelo menos a Teresa usa.
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