Ontem tive treino de Jiu Jitsu.
O dia estava quente e o sol queimava.
Na academia alguém propôs trocar o aquecimento por uma corrida de 5km.
“Vamos até à Foz e voltamos”, ouvi dizer.
Todos disseram que sim.
Eu não tinha levado sapatilhas.
Gosto de treinar no limite sem desculpas.
Treino com malta que tem idade para serem meus filhos.
Nunca me queixei da idade. Talvez dos joelhos, mas não da idade.
Não me queria baldar ao ‘aquecimento’.
Enquanto estavamos no balneario a equipar com os calções e a t-shirt da academia, disse que ia com eles, mesmo sem sapatilhas.
“Vou descalço”
“Tens a certeza?”, perguntaram-me.
“Sim, claro”.
“Ok então” disseram sem estranheza.
No treino estamos rodeados de pessoal que está focado nos resultados.
Treinamos com dor.
Treinamos duro.
Treinamos com respeito pelos outros e pelo dojo.
Treinamos com um sorriso na cara.
No final da corrida, enquanto alguns faziam alongamentos, fui direto ao chuveiro.
Lavei os pés, e voltei para limpar o chão da academia que tinha sujado.
Na academia, esta história é apenas mais uma entre muitas.
Todas marcadas pela superação e pela força de vontade.
Quando contei fora da academia, chamaram-me de doido e disseram que podia ter magoado, etc.
Seja em que contexto for, seja no treino, no trabalho, nas relações pessoais, rodeia-te das pessoas que não apenas aceitam, mas incentivam a ultrapassar os limites convencionais.
Que forces a linha.
Porque em cada um destes cenários, se alguém perguntar quem consegue concretizar os seus objetivos, tu sabes a resposta:
“Cada um de nós é capaz, mas nem todos escolhem fazer o necessário.”
Tudo de bom,