Há muito tempo que o faço e gosto.
Já aconteceu de alguns alunos passarem a seguidores, clientes e muitas vezes até a amigos.
Por isso não é de estranhar que frequentemente entrem em contacto para falarem ou discutir o seu negócio.
Ontem, foi a vez do André e do Daniel. Alunos da Pós-graduação de Criação e Desenvolvimento de Negócio da Porto Executive Academy (xii, encaixar a pub à descarada no meio do texto :-P) que estão num momento de impasse em relação à ideia de negócio.
Demasiadas opções. Demasiados custos. Demasiados: “E se…”.
Queixam-se que de cada vez que falam com alguém, mais uma pedra é colocada no caminho, e de momento o muro está a fazer questionar tudo. E sentem a altura do muro a subir…
A quantidade de vezes que enfrentei esta situação com aqueles que querem começar um negócio.
Olham para o monte de pedras e não o conseguem ultrapassar. Mas há um processo.
“Mas Pedro, como posso confiar num processo que não conheço e não é palpável?”
“O processo está tanto à vossa volta, quanto dentro de vocês. Deixem-se guiar pelo vosso instinto. Agora, ouçam. Há um processo para chegarem ao vosso objetivo”
Comecei: “O processo passa não por deitar abaixo o muro, mas alinhar as pedras ao longo do caminho. Transforma o muro num percurso que ultrapassas tal qual uma criança a jogar à macaca (não que seja assim tão fácil).”
Vamos lá concretizar: queres validar a ideia? Faz um protótipo.
Por exemplo, se é um novo conceito de restauração, cozinha. Cozinha muito, primeiro para a família e amigos (não para ouvir a opinião deles, mas para te testares, mas sobre isso escreverei noutro dia).
Depois cozinha para os amigos de amigos, e se possível para alguém estranho.
É sempre possível arranjar alguém ‘estranho’ para comer ‘à borla’.
De início cozinha em tua casa. E para servir a comida? Despacha em take-away. E desta forma já vês se o teu produto embalado mantém qualidade.
Passo a passo. Este é o primeiro passo do teu processo…
A certa altura perguntaram, “e se falharmos?”
Acreditem que vão falhar. Mas confiem no processo… confiem em vocês, acreditem em vocês.
A nossa conversa continuou, e agora estão mais próximos de dar o próximo passo.
O plano está delineado, tanto quanto possível, mas pelo menos sabem o que fazer e ponderaram os vários se’s de forma a não serem tão assustadores.
A reunião acabou e vou ser sincero, pensei em dizer :“May the force be with you”… mas apenas sorri e disse-lhes:
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