Eu também ouço a Sara…

Tenho escrito sobre o comprador ideal.

Aliás, a compradora ideal.

Por esta altura já deves conhecer a Sara quase tão bem quanto eu.

Mas poderás perguntar-me se estou tão certo de a conhecer assim tão bem.

Não, não estou.

Por isso, depois de descrever a Sara, ainda necessito de investigar um pouco mais.

Enquanto a abordagem descritiva ajuda-me a entender o comportamento e preferências de Sara, necessito de complementá-la com dados quantitativos.

Por exemplo, saber quantas vezes a Sara pesquisa por produtos ecológicos ou quais palavras-chave ela usa mais frequentemente.

Recentemente, num ecommerce de um cliente usamos os dados de pesquisas online para descobrir que determinadas palavras estavam a ganhar popularidade entre os clientes.

Isso levou a uma campanha de anúncios direcionada a produtos que estavam associados a essas palavras chave, resultando num aumento superior a 20% nas vendas.

Não vou pedir que cries formulários ou envies questionários para obter estes dados.

Ninguém gosta de questionários.

As pessoas podem hesitar em responder a questionários, especialmente quando estes são percebidos como longos ou irrelevantes para si.

Isto faz com que muitos não sejam respondidos com sinceridade.

Sem método de validação do questionário ou inquérito, a informação é pouco mais válida que meras suposições com alguma validação.

Eu explico.

Se usarmos as métricas disponíveis associadas:

  • às pesquisas online nos motores de busca
  • às hashtags relevantes utilizadas nas redes sociais
  • às interações e sentimentos das publicações marcadas com essas hashtags
  • ao tráfego nos artigos do teu blog
  • ao tráfego nas páginas de categorias e produtos do teu ecommerce
  • às métricas das tuas campanhas de anúncios Google e Meta

Poderemos criar cenários e validar a hipótese com o cruzamento das métricas obtidas.

Por exemplo, comparar a frequência de pesquisas por produtos ecológicos com as interações em publicações relacionadas com sustentabilidade nas redes sociais.

Depois, testamos o modelo para a nossa compradora e verificamos se os resultados obtidos, estão alinhados com os planeados.

Nesta fase, talvez não te sintas confiante para arregaçar as mangas.

Já dizia o Pepe Legal: “Babalu, para pensar estou cá eu”, ou neste caso, se quiseres que alguém te trate disso…

Trato eu.

Tudo de bom,