Hoje fui a um julgamento.
Nunca tinha ido.
Fui como testemunha.
Jura dizer a verdade, somente a verdade e nada a mais que a verdade?
Apenas ouvira esta expressão nos filmes.
Não sou pessoa que minta, mas admito que senti o peso deste ‘Juro‘.
A partir do momento em que pronunciei tal palavra, senti …
que …
cada …
palavra …
conta.
O peso que tem o NUNCA,
- o SEM DÚVIDA,
- o DISSE ou NÃO DISSE,
- o NÃO SEI,
- o FIZ ou o NÃO SABIA.
Não há volta atrás para mudar o que quer que seja depois de dizer uma destas palavras.
A cada palavra que pronunciava, uma parede imaginária erguia-se atrás de mim, fria e implacável.
Havia um compromisso com o dito, e daqui, apenas podia seguir em frente rumo ao esclarecimento.
Também senti não haver espaço para opiniões, uma vez que não se conseguem provar.
Dizer e cingir apenas ao que é concreto e possível de comprovar.
Não me custou prestar testemunho.
Garantidamente que custa menos que manter uma mentira.
Aprendi-o em criança, mas isso contarei noutro texto.
Quando me dispensaram, lembrei que bom seria, se não fosse necessário jurar.
Se com as pessoas de quem gostamos, com quem trabalhamos, com quem lidamos pudéssemos dizer a verdade, somente a verdade e nada a mais que a verdade?
Pode parecer uma utopia, uma visão inocente, ou até um sonho numa viagem de metro com a MG a caminho do Bolhão, mas garanto que assim viveríamos num mundo melhor.
E se hojes, fizesses essa jura a ti mesmo, e dissesses a verdade somente a verdade e nada a mais que a verdade?
Talvez, ao aspirarmos tal honestidade, possamos descobrir que a verdade continua a ser o alicerce mais sólido sobre o qual podemos construir um futuro mais justo e compreensivo.
Eu ainda me sinto ao abrigo do Juro que fiz de manhã.
Afinal o juiz não me desvinculou do mesmo.
E tu? Também juras?
Tudo de bom,