Diz-me o que ouves, dir-te-ei…

Quando era criança tínhamos em casa um leitor de cassetes e cinco cassetes:

Ouvi aquelas cassetes até à exaustão.

Das cassetes e dos meus pais.

Eram as que tínhamos.

Era isso, ou ouvir música em alguma rádio pirata, já que as oficiais não passavam ‘boa’ música.

Hoje em dia, temos em dia um catálogo enorme disponível e ouvimos sempre as mesmas músicas.

Acho que hoje em dia ainda é pior, porque quando íamos a casa de amigos ouvíamos as cassetes que eles tinham.

Hoje andamos quase todos a ouvir as mesmas músicas.

Tenho no meu Spotify várias listas de descoberta de músicas organizadas por anos.

Desde os anos 50 até aos 90.

Daquelas listas do tipo, ‘músicas que tens de ouvir e conhecer antes de morreres’

A ideia de liberdade de escolha, é ilusória.

E para quem vende é fundamental explorar como a filosofia, piscologia e economia podem influenciar e determinar as escolhas dos nossos compradores.

Por exemplo, muitas vezes ‘escolhemos‘ o que o grupo nos pressiona a escolher, ou espera que escolhamos, contrariando até a nossa vontade.

Ou ‘escolhemos‘ aquilo que nos lembramos por estarmos a ser expostos à marca ou produto e acabamos por sempre o mesmo, mesmo havendo alternativas.

Ou até acabamos por acabar numa escolha porque fomos levados num caminho de eliminação de alternativas, sem termos dado conta do que fizemos.

Sim, todos sabemos da importância da disposição dos produtos nas lojas ou supermercados, mas…

Haverá outras técnicas para condicionar a escolha?

Sim, há e vamos falar delas nos próximos dias.

Tudo de bom,