Não sou uma fada do lar. Sério que não sou.
Há cerca de há uns dez anos, o Miguel Gonçalves (sim, o do ‘bater punho’) mostrava numa entrevista que ele passava suas camisas a ferro.
Nunca fui de idolatrar ninguém, nem de atirar ninguém para baixo do autocarro, no entanto, lembro-me claramente de como a atitude do Miguel agitou as águas na época criando tanto seguidores como haters.
Ele criou uma imagem do empreendedor: esforçado, equilibradamente obcecado, motivador.
De repente, vi mais pessoas que mostravam que também ‘passavam a ferro’.
Não sou capaz. Não porque não saiba, ou não consiga.
Mas simplesmente não justifica.
Há um recurso que estimo: o tempo.
E tenho um valor para o meu tempo.
Vamos às contas: Preciso de umas 6 horas (do meu tempo pessoal) por mês para passar a ferro a roupa e lençóis.
Se eu contratar alguém que o faça em 4 horas (porque são melhores que eu), irá custar-me cerca de 30€/mês.
Já em relação a lavar a roupa e lençóis, devo precisar de 1 hora por mês para carregar todas as máquinas e colocar a roupa a secar.
SE EU SOUBER O VALOR HORA DO MEU TEMPO PESSOAL É QUESTÃO DE FAZER AS CONTAS!!!
O mesmo se passa no trabalho. Há que saber qual o teu custo hora a fazer determinadas tarefas:
- Ler emails
- Falar com clientes
- Reuniões
- Elaborar propostas
- Falar com fornecedores
- …
e depois, provavelmente irás encontrar algumas em que podes/deves delegar ou subcontratar.
Mas prometo que sobre isso irei escrever amanhã.
Ahh, imagino que tenhas chegado à conclusão que contrato para passar a ferro, mas que não justifica lavar a roupa, certo?
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